Vinhos da Patagônia Extrema.
Vinhos que nascem onde o frio, o vento e a Cordilheira deixam de ser cenário e passam a fazer parte da taça.
Projeto familiar de Marcelo Yagüe e Patricia Ferrari, em Trevelin, Chubut.
CONHECER OS VINHOS ↓Antes do vinho, havia uma escolha de vida.
Casa Yagüe é um projeto familiar liderado por Marcelo Yagüe e Patricia Ferrari, nascido em 2004 a partir de sua relação com o campo e com a natureza patagônica.
Em 2014, essa história ganhou uma nova dimensão com o plantio da primeira hectare de vinhedos em Trevelin. Três anos depois, após a experiência com o primeiro vinho, vieram a construção da adega e a ampliação dos vinhedos.

PATAGÔNIA ARGENTINA
Trevelin não produz volume. Produz identidade.
No extremo oeste de Chubut, junto à Cordilheira dos Andes, a viticultura encontra um ambiente de clima frio, forte amplitude térmica e condições que desafiam o cultivo da videira.
É nesse limite que a Casa Yagüe encontra sua identidade: vinhos de pequena escala, marcados pelo frescor, pela tensão e pela expressão de sua origem austral.

DE CLIMA FRIO
Aqui, o clima não é contexto.
É parte do vinho.
Em Trevelin, cultivar a videira significa conviver com baixas temperaturas, geadas e uma estação de crescimento marcada pelas condições da Patagônia Austral.
O desafio está justamente aí: conduzir a maturação preservando aquilo que se torna uma das assinaturas mais reconhecíveis desses vinhos — frescor, tensão e definição.

TRANSFORMADA
O lugar dá o tom. A mão humana define o detalhe.
Na Casa Yagüe, o trabalho começa no vinhedo e segue com uma elaboração pensada para preservar aquilo que o clima oferece: frescor, precisão e identidade.
A proposta não é apagar a origem com excesso de intervenção, mas conduzir cada vinho para que o caráter de Trevelin permaneça reconhecível na taça.

Quatro ideias que atravessam os vinhos da Casa Yagüe e ajudam a compreender a identidade de Trevelin na taça.
UMA ORIGEM
Três interpretações do mesmo lugar.
Branco, Chardonnay e Pinot Noir revelam diferentes faces de Trevelin. A variedade muda; a presença do clima frio e da origem permanece como fio condutor.

PATAGÔNIA ARGENTINA
Sauvignon Blanc em chave austral.
Elaborado exclusivamente com uvas de vinhedos próprios, cultivados organicamente e plantados em pé-franco em Trevelin, este Sauvignon Blanc nasce sob condições pouco usuais para a variedade.
Frio extremo, geadas no início e no fim da temporada e solos franco-arenosos sobre antigos depósitos de rio ajudam a construir um branco de marcada identidade patagônica.
Um Sauvignon Blanc pensado menos pela exuberância e mais pelo frescor, precisão e tensão — com a fruta preservada e a madeira trabalhando como parte da construção, não como protagonista.
Contato pré-fermentativo com as cascas para favorecer a extração aromática.
Fermentação a temperatura controlada, preservando frescor e expressão varietal.
Parte fermentada em barricas de segundo uso, sem fermentação malolática.
Carvalho tostado com pedra vulcânica.
As barricas de carvalho francês Bio Oak utilizadas pela Casa Yagüe recebem tostagem com pedras vulcânicas, sem combustão direta. Neste Sauvignon Blanc, são barricas de segundo uso, empregadas em parte da fermentação.
Quando técnica e origem contam a mesma história.
A escolha vai além de ser um Sauvignon Blanc da Patagônia. Pé-franco, cultivo orgânico, clima frio e uma elaboração que combina aço e uma pequena participação de carvalho constroem uma interpretação particular da variedade.
É justamente essa combinação entre lugar e escolhas de elaboração que torna o vinho interessante para a curadoria: há uma razão perceptível por trás de como ele é produzido.

PATAGÔNIA ARGENTINA
Chardonnay sem atalhos.
Produzido com uvas de vinhedos orgânicos de baixo rendimento, este Chardonnay procura revelar a variedade de forma direta, sob a influência do clima frio extremo de Trevelin.
A grande amplitude térmica favorece definição aromática e equilíbrio, enquanto a vinificação exclusivamente em aço inoxidável preserva frescor, fruta e a acidez natural do vinho.
Um Chardonnay construído sobre pureza, frescor e acidez, sem fermentação malolática e sem passagem por barrica — uma leitura mais direta e transparente da variedade.
Fermentação em tanques a temperatura controlada para preservar fruta e definição.
Temperatura controlada durante o processo, favorecendo frescor e expressão aromática.
A escolha técnica privilegia acidez natural, pureza e leitura direta do terroir.
Aqui, a madeira é justamente o que não entra.
A Casa Yagüe opta por não utilizar barrica nem fermentação malolática neste Chardonnay. O resultado é uma expressão mais linear, fresca e centrada na fruta, na acidez e na identidade de clima frio.
Quando não adicionar também é uma escolha.
Este Chardonnay interessa justamente pela contenção. Sem madeira e sem malolática, a elaboração evita acrescentar textura ou aromas externos ao perfil natural da variedade.
Na curadoria, ele representa uma leitura clara de Trevelin: frio, acidez e precisão colocados à frente da opulência.

PATAGÔNIA ARGENTINA
Pinot Noir encontra Cabernet Franc.
Río Frío nasce da combinação de 80% Pinot Noir e 20% Cabernet Franc, cultivados organicamente em Trevelin, a 330 metros de altitude. Duas variedades de ciclos e personalidades distintas reunidas sob as mesmas condições extremas da Patagônia.
Os vinhedos estão implantados sobre solos com camada superficial rica em matéria orgânica, seguida por franco-arenoso profundo e antigos depósitos de rio, com elevada capacidade de drenagem.
Um tinto patagônico de apenas 11,5% de álcool, em que a delicadeza do Pinot Noir encontra a estrutura do Cabernet Franc sem abandonar a leveza e o frescor.
Plantado em 2018, forma a base do corte e conduz a expressão mais delicada do vinho.
Plantado em 2019, acrescenta uma dimensão própria à estrutura e à personalidade do blend.
Um dado que reforça a proposta de um tinto mais contido, fresco e menos marcado pelo peso.
Parte das duas variedades entra na fermentação com engaços, acrescentando uma camada estrutural à construção do vinho.
Maceração pré-fermentativa antes do início da fermentação alcoólica.
Fermentado em cubas de concreto durante dez dias, entre 18°C e 25°C.
A fermentação malolática ocorre em barrica, seguida por estágio em carvalho francês de segundo e terceiro uso.
Novamente, o carvalho tostado com pedra vulcânica.
Assim como em outras elaborações da Casa Yagüe, o Río Frío utiliza barricas francesas tostadas com pedras vulcânicas. Aqui, são barricas de segundo e terceiro uso, permitindo que o estágio participe da construção sem partir de madeira nova.
Não é apenas Pinot. E esse é justamente o ponto.
Río Frío chama atenção pela maneira como a Casa Yagüe interpreta o tinto em um território de clima frio: Pinot Noir como base, Cabernet Franc como complemento, baixo teor alcoólico, uso parcial de cachos inteiros, concreto e carvalho usado.
Na curadoria, ele representa talvez a face mais autoral da pequena seleção: um vinho cuja personalidade nasce tanto do lugar quanto das decisões tomadas para interpretá-lo.
Origem não como discurso. Como consequência.
Casa Yagüe entrou para o Círculo porque há coerência entre lugar, viticultura e elaboração. Trevelin não aparece apenas no rótulo: está no frio, nos baixos rendimentos, nas escolhas de adega e na forma como cada vinho preserva frescor e identidade.
Sauvignon Blanc, Chardonnay e Río Frío seguem caminhos diferentes, mas compartilham a mesma lógica: interpretar um território extremo sem apagar sua personalidade.
Produção em pequena escala e disponibilidade variável. Consulte os rótulos disponíveis e as condições atuais.